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sábado, 17 de abril de 2010

MAGRO POR FORA, GORDO POR DENTRO


Não são apenas as pessoas com excesso de peso aparente que colocam sua saúde em risco. Existem muitas pessoas, que por serem magras, acham que estão com a saúde em dia, mas nem sempre estão.
Existem dois tipos de gordura depositada no nosso corpo:
1. A gordura subcutânea, que é a gordura que a gente consegue ver, ou seja, a depositada abaixo da pele.
2. A gordura visceral, que é a que fica escondida, em volta do tronco. Ela envolve o coração, o fígado e outros órgãos importantes. É especialmente perigosa porque funciona como um órgão à parte, liberando substâncias nocivas ao organismo. Pode causar desde doenças do coração e hipertensão à diabetes, derrame cerebral e alguns tipos de câncer.
Por isto é que a pessoa pode ser magra, ou ter pouca gordura subcutânea, mas ter uma quantidade prejudicial de gordura visceral, principalmente se ela não se exercita. O sedentário acumula uma quantia de gordura visceral ano após ano, mesmo se o peso continua estável. Estudos comprovam que os magros sedentários correm mais riscos à saúde do que as pessoas que tem um pequeno excesso de peso, mas que se exercitam com frequência.
Pesquisadores denominaram de TOFI ("Thin on the Outside, Fat on the Inside") os magros com grande quantidade de gordura visceral. Traduzindo, seria “magro por fora, gordo por dentro”, o que no Brasil também chamamos de “falso magro”.
No dia 10 de março de 2010, o Colégio Americano de Medicina Esportiva publicou um texto sobre o assunto. A recomendação deles para “perder” a gordura “visível” e a “invisível” é a esperada: exercitar-se e comer bem!
Comer fruta, vegetais, grãos, dar preferência ao azeite, óleo de canola, sementes, carne branca, queijo branco (como cottage) e limitar o carboidrato simples são recomendações para a alimentação. Mas, não se esqueça que nada disto funciona sozinho, o exercício físico é o método mais eficaz para prevenir e reduzir a gordura visceral.
Então, cuidado com o sedentarismo! Com ou sem excesso de peso, exercitar-se é fundamental para a saúde.

quinta-feira, 11 de março de 2010

MUSCULAÇÃO TAMBÉM EMAGRECE


A gente sempre ouve a famosa frase: “quem quer emagrecer tem que fazer exercício aeróbico, e não musculação!” Mas, será que é assim mesmo?
O exercício aeróbico é sempre o mais lembrado quando se quer emagrecer porque ele mobiliza a gordura durante a sua execução. Ou seja, após cerca de 30min de treino, a gordura começa a ser utilizada como fonte de energia. E isto faz a gente acreditar que é o único tipo de exercício que emagrece.
Mas não é bem assim. Emagrecer significa ter um balanço energético negativo. Ou seja, gastar mais do que consome. Para isto, o melhor é diminuir a quantidade de calorias ingeridas por dia (com uma dieta balanceada) e aumentar o gasto calórico fazendo alguma atividade física. Esta atividade pode ser qualquer uma que você goste.
O exercício anaeróbio (musculação) não “queima gordura” durante a sua execução, mas ele gasta o glicogênio armazenado nos músculos para obter energia. Após o exercício, este glicogênio é reposto utilizando o carboidrato que foi ingerido. Assim, o nosso organismo continua consumindo caloria, mesmo após o término do exercício.
Além disto, a musculação, por aumentar a musculatura, aumenta o metabolismo basal (quantidade de caloria que nosso corpo utiliza em repouso para o funcionamento dos órgãos). Quanto maior o músculo, mais ele utiliza caloria para sobreviver.
Então, a musculação ajuda sim a emagrecer. O ideal é combinar os dois tipos de exercício: o aeróbico e o anaeróbico. Assim, a balança energética fica mais negativa e você aproveita as vantagens de cada treino: melhora a condição cardiovascular e aumenta a força e coordenação. Quer mais?