segunda-feira, 31 de maio de 2010

CORPO SARADO, MENTE SADIA!

Não é novidade que o exercício traz benefícios pra nosso corpo, mas e para a nossa mente? Um estudo feito pelo departamento de neurociência da Universidade de Cambridge, Inglaterra, descobriu que não são somente os músculos que crescem com exercícios físicos, o cérebro também aumenta de tamanho milimetricamente. Tudo indica que isto ocorra devido ao aumento do fluxo sanguíneo por todo o corpo, inclusive na cabeça. Além disso, os exercícios fazem aumentar a produção de hormônios e reduzem a tendência ao estresse, que geralmente inibe a renovação das células cerebrais.


Outra pesquisa, realizada pela Universidade de Gotemburgo (Suécia) e publicada na última edição da "Proceedings of the National Academy of Sciences", concluiu que do 1 milhão de homens avaliados, os que tinham melhor condicionamento físico também se saíram melhor em testes de QI, especialmente nas áreas de compreensão verbal e pensamento lógico.
Na matéria “Corro, logo penso”, de maio de 2010 da Revista Women’s Health, o psicólogo americano Thomaz Crook diz que “o exercício cardiovascular é mais importante do que qualquer outro fator isolado na preservação e na melhora da memória e do aprendizado.” E segundo o periódico International Journal of Workplace Health Management, as pessoas que praticam atividade física em dias de trabalho são 23% mais produtivas.
A musculação, segundo o periódico Journal of Sport & Exercise, em intensidade moderada ou alta, aumenta a velocidade de processamento de informações, e que o melhor benefício cerebral ocorre quando há a combinação do exercício cardiovascular e o de força.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

JÁ COMEU LICHIA?



Lichia é uma fruta asiática, que possui uma casca grossa e avermelhada, e um gosto que lembra o de uma uva bem doce. É considerada uma fruta antiescorbútica (relacionado à falta de vitamina C), antitérmica, antitussígena e diurética, muito utilizada no tratamento de tosse, dor no estômago e tumor.
Além de todos estes benefícios, um recente estudo publicado no Journal of Functional Foods mostra que o extrato de lichia também pode reduzir a gordura abdominal em pessoas com síndrome metabólica. ( www.elsevier.com/locate/jff )
Nesta pesquisa, dezoito voluntários adultos, com circunferência abdominal acima de 85cm, foram divididos em dois grupos. Um grupo tomou 2 cápsulas de oligonol (50ml/ cápsula) por dia e o outro tomou placebo, por dez semanas.
As pessoas que consumiram suplemento de lichia reduziram a gordura abdominal em 15% e perderam cerca de 3 cm na circunferência da cintura, comparados aos que receberam placebo. Também foram registradas melhorias na resistência à insulina e um aumento dos níveis sanguíneos de adiponectina, um hormônio que regula uma série de processos metabólicos e que parece melhorar os fatores de risco associados à obesidade.
A lichia, conhecida cientificamente como Litchi chinensis sonn, é da mesma família do guaraná, e pode ser consumida ao natural, em sucos, receitas ou em cápsulas (extratos farmacêuticos). Mas, quem tem disfunção renal deve ser cauteloso: a fruta contém muito potássio.

terça-feira, 4 de maio de 2010

O QUE É EXERCÍCIO FUNCIONAL?


Hoje, nas academias, ouvimos muito falar nos exercícios funcionais. Mas, o que é isto?
O Treinamento Funcional surgiu como uma nova vertente do treinamento esportivo de alto rendimento no começo dos anos 90. Juntava técnicas da Reabilitação, Atletismo, Levantamento de Peso, Ginástica Olímpica e estratégias de condicionamento encontradas nas mais diversas atividades esportivas.
Hoje evoluiu para um conceito de treino mais amplo e abrangente que se destina não só ao atleta, mas principalmente ao indivíduo comum. Seu objetivo é treinar aqueles grupos musculares ou mesmo pequenos músculos que servem de base para um determinado movimento.
No treino funcional podem ser utilizados elásticos, bola suíça, pesos livres, bosu, rolo, disco de equilíbrio, e outros materiais alternativos em relação às tradicionais máquinas da musculação. As máquinas têm a vantagem de trabalhar isoladamente um grupo muscular, entretanto, exercícios para o mesmo grupo muscular quando executados com algum destes materiais recrutam mais músculos para manter o equilíbrio, a coordenação e estabilizar o movimento.
Mas, um não veio para substituir o outro. O que muitos professores já estão fazendo, com resultado positivo, é um trabalho onde o treino funcional é combinado com o treino na musculação. Assim, o treino pode ser ao ar livre ou até mesmo na sala de musculação, alternando os exercícios.
Corredores, surfistas, jogadores de tênis e futebol, atletas de várias áreas, ou até mesmo pessoas comuns têm experimentado bons resultados com o treino funcional. Ele pode ser específico para um esporte, ou apenas para aumentar a qualidade de vida de uma pessoa. Com o treinamento funcional, o condicionamento físico e o desempenho aumentam, e os riscos de lesão diminuem. E como oferece um número infinito de variações, o treino torna-se bastante dinâmico.
Agora só falta você se animar e experimentar um treino funcional. Só não se esqueça de procurar um profissional qualificado, formado em Educação Física.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

CORRIDAS

Para quem gosta de correr, é bom se programar antes. Procure um bom profissional, defina suas metas e objetivos, treine bastante e por um bom tempo antes de realizar qualquer prova. Lembre-se que alimentar-se bem e beber água é imprescindível não só nos dias da prova, como também para os treinos.
Para quem mora na região sudeste, montei um calendário com as principais provas que acontecerão abril e maio de 2010.

ABRIL:


MAIO:



Boa Sorte!

sábado, 17 de abril de 2010

MAGRO POR FORA, GORDO POR DENTRO


Não são apenas as pessoas com excesso de peso aparente que colocam sua saúde em risco. Existem muitas pessoas, que por serem magras, acham que estão com a saúde em dia, mas nem sempre estão.
Existem dois tipos de gordura depositada no nosso corpo:
1. A gordura subcutânea, que é a gordura que a gente consegue ver, ou seja, a depositada abaixo da pele.
2. A gordura visceral, que é a que fica escondida, em volta do tronco. Ela envolve o coração, o fígado e outros órgãos importantes. É especialmente perigosa porque funciona como um órgão à parte, liberando substâncias nocivas ao organismo. Pode causar desde doenças do coração e hipertensão à diabetes, derrame cerebral e alguns tipos de câncer.
Por isto é que a pessoa pode ser magra, ou ter pouca gordura subcutânea, mas ter uma quantidade prejudicial de gordura visceral, principalmente se ela não se exercita. O sedentário acumula uma quantia de gordura visceral ano após ano, mesmo se o peso continua estável. Estudos comprovam que os magros sedentários correm mais riscos à saúde do que as pessoas que tem um pequeno excesso de peso, mas que se exercitam com frequência.
Pesquisadores denominaram de TOFI ("Thin on the Outside, Fat on the Inside") os magros com grande quantidade de gordura visceral. Traduzindo, seria “magro por fora, gordo por dentro”, o que no Brasil também chamamos de “falso magro”.
No dia 10 de março de 2010, o Colégio Americano de Medicina Esportiva publicou um texto sobre o assunto. A recomendação deles para “perder” a gordura “visível” e a “invisível” é a esperada: exercitar-se e comer bem!
Comer fruta, vegetais, grãos, dar preferência ao azeite, óleo de canola, sementes, carne branca, queijo branco (como cottage) e limitar o carboidrato simples são recomendações para a alimentação. Mas, não se esqueça que nada disto funciona sozinho, o exercício físico é o método mais eficaz para prevenir e reduzir a gordura visceral.
Então, cuidado com o sedentarismo! Com ou sem excesso de peso, exercitar-se é fundamental para a saúde.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

MUSCULAÇÃO NA ADOLESCÊNCIA


Musculação para adolescentes faz mal? Com quantos anos se pode começar a malhar com pesos? Até hoje nenhum estudo conseguiu provar algum dano, lesão ou contraindicação da musculação para adolescentes e até crianças. Muito pelo contrário, constataram que a musculação faz bem a saúde em todas as idades.
O mito mais ouvido é que a musculação para adolescentes atrapalha o crescimento ósseo, diminuindo a estatura final da pessoa. Na realidade, o que deve ser evitado é o excesso de treinamento. Isto serve tanto para crianças e adolescentes como para adultos também. Atividade física excessiva, seja ela qual for, pode causar uma situação conhecida como “over-training”, que tem como características a diminuição do ganho de massa e um possível atraso no desenvolvimento das características sexuais secundárias devido à diminuição da produção dos hormônios sexuais. O que acontece com o crescimento estatural dos adolescentes com over-training ainda não é conhecido. Uma das possibilidades é que ocorra um aumento da estatura, pois os hormônios sexuais fecham as epífises ósseas. Mas, esta é uma situação bastante estudada e discutida entre os professores de musculação e muito fácil de ser evitada, sendo mais freqüente em outras atividades esportivas ou mesmo recreacionais.
Outro erro comum é achar que o treinamento de hipertrofia causa lesão em adolescentes. Não há evidências que este tipo de treinamento esteja associado a prejuízos para a saúde. Força, potência e resistência musculares são trabalhadas junto com o aumento em volume dos músculos esqueléticos. Este ganho de massa muscular aumenta a taxa metabólica, melhora a capacidade do corpo de manter um equilíbrio estável (homeostase), fortalece os tendões, entre outros benefícios.
A atividade física na adolescência acelera o crescimento longitudinal, a espessura dos ossos, a liberação da testosterona e do hormônio de crescimento. Esses benefícios são mais evidentes com a musculação.
Segundo o Dr. José Maria Santarém, no site WWW.saudetotal.com.br, esportistas em geral, incluindo crianças, apresentam menor incidência de lesões em suas modalidades quando estão protegidos pelo fortalecimento muscular induzido pelo treinamento com pesos.
O Dr. também aponta que, por várias razões, pessoas idosas, debilitadas e convalescentes estão atualmente sendo orientadas em treinamento para hipertrofia. Não há evidências sugestivas e não é sensato imaginar que adolescentes não possam fazer o que fazem os idosos.
Porém, mesmo cientes de todos os benefícios da musculação, devemos nos lembrar sempre que crianças e jovens ainda encontram-se em crescimento e desenvolvimento de uma série de alterações físicas, psíquicas, sociais muito significativas, por isto “o treinamento infantil e juvenil não é um treinamento de adulto reduzido" (WEINECK, 1999). Segundo Campos (2000) as crianças se diferenciam dos adultos nas respostas metabólicas, cardiovasculares, respiratórias, termorregulatórias e perceptivas ao exercício.

Por isso, um treinamento de crianças e jovens é um processo sistemático e demorado, com objetivos, programas e procedimentos diferentes de um treinamento de adultos. A postura na hora da execução do exercício é fundamental, pois a coluna e todas as outras articulações ainda encontram-se em desenvolvimento, a intensidade do exercício deve ser moderada e as cargas não podem ser elevadas, para diminuir o risco de lesão.
A musculação bem orientada pode ser mais uma opção de atividade física para jovens. O importante é procurar um bom professor e escolher máquinas adequadas para o tamanho do adolescente.

domingo, 28 de março de 2010

EXERCÍCIO E MENOPAUSA



Várias pesquisas já foram feitas sobre o resultado do exercício para mulheres na menopausa e todas elas apontam um efeito benéfico. Em fevereiro de 2009, o jornal O Estado de São Paulo noticiou uma pesquisa multidisciplinar feita na Universidade de São Paulo (USP), que constatou que a prática regular de atividade física foi mais eficiente para melhorar a qualidade de vida de mulheres na menopausa do que o tratamento com reposição hormonal, combatendo os sintomas típicos do período, como indisposição, fadiga, irritação, insônia, dores no corpo e ondas de calor. Segundo Carolina Kimie Moriyama, uma das autoras da pesquisa, as explicações estão relacionadas à liberação de endorfina, substância que provoca sensação de bem-estar, e ao efeito psicológico da interação com outras mulheres, aumentando assim o apoio social e a autoestima.
Uma das queixas mais freqüentes das mulheres nesta fase é o aumento de peso com maior acúmulo de gordura no abdômen. E para a maioria das mulheres, o aumento de peso começa a ser verificado ainda durante a perimenopausa (o ano que antecede a menopausa), quando as mulheres começam a ganhar cerca de um quilo ao ano. A causa deste ganho de peso não é somente a alteração hormonal, mas sim toda uma mudança no estilo de vida. Com o envelhecimento, as mulheres tendem a exercer menos esforço físico, começam a ingerir mais calorias, e tem seu metabolismo basal mais lento. O fator genético também desempenha um papel importante nesta mudança de composição corporal.
Tudo isto pode ter implicações sérias para a saúde, pois o excesso de peso aumenta o risco de colesterol elevado, pressão arterial alta e resistência à insulina, o que pode levar ao diabetes tipo 2. Estes fatores também causam maior risco de doença cardíaca e acidente vascular cerebral. Mulheres que aumentam o peso em mais de 20 quilos após a menopausa elevam o risco de câncer de mama por quase 20 por cento.
Uma pesquisa feita na Universidade Federal do Espírito Santo em 2008, por Lázaro Ferreira, avaliou o efeito do treinamento físico na composição corporal em ratas que fizeram cirurgia para retirada de ovário (menopausa forçada). O estudo, que foi premiado no II Congresso de Ciências da Saúde (na EMESCAN), concluiu que o treinamento físico reduziu a concentração de uma enzima responsável pela captação de gordura e preveniu o acúmulo de gordura visceral e inguinal de ratas na menopausa, sendo este efeito mostrado pela redução do peso corporal. Devido à enorme semelhança fisiológica, a pesquisa experimental em ratos pode ser sugerida para mulheres.
Assim, mulheres fisicamente ativas tendem a ganhar menos peso na menopausa e acumular menos gordura no abdômen. A atividade física, incluindo exercícios de força, é o fator mais importante para manter a composição corporal saudável: mais massa muscular magra e menos gordura corporal.

sábado, 20 de março de 2010

METABOLISMO RÁPIDO





Quem quer emagrecer, ou pelo menos perder gordura corporal, já sabe que é importante ter um metabolismo rápido. Isto porque só emagrecemos quando conseguimos uma balança energética negativa, ou seja, queimamos mais calorias do que ingerimos.
No dia 04 de março, o American College of Sports Medicine publicou uma lista feita por Chris Lail dos cinco tópicos mais importantes para acelerar o metabolismo. São eles:
1. Movimente-se: muita gente sabe que tem que se exercitar, mas não sabe como e nem o por que. Pesquisas mostram que o exercício pode aumentar o metabolismo basal e mantê-lo alto por 24 horas. Além de uma caminhada, corrida ou pedalada, o colégio americano também recomenda o exercício com peso (musculação), pois quanto mais músculo se tem, mais caloria se gasta ao longo do dia (leia MUSCULAÇÃO TAMBÉM EMAGRECE, neste blog).

2. Coma mais: infelizmente estamos “agarrados” na ideologia das “três refeições por dia”! Isto com certeza faz o metabolismo ficar lerdo entre as refeições. Já está provado através de pesquisas, que fazer quatro a seis pequenas refeições por dia mantém o organismo funcionando acelerado todo o dia.

3. Acorde, coma e tome banho: sempre ouvimos que o café da manhã é a refeição mais importante do dia, e é verdade. Enquanto dormimos, nosso metabolismo basal diminui drasticamente, por isto, a primeira refeição do dia tem a função de dar o “ponta pé inicial” no nosso dia, de despertar o nosso organismo.

4. Vá para cama: a carência de sono pode diminuir a quantidade de calorias gastas pelo nosso corpo. As funções necessárias para viver utilizam as calorias como combustível. Quando não dormimos o suficiente, nosso corpo não utiliza adequadamente as calorias para mantê-lo vivo.

5. Coma gordura: calma, não é para você se empanturrar de bolos, biscoitos recheados, fritura... Não é este tipo de gordura que eles estão se referindo. Pesquisas apontam os ácidos graxos essenciais (ômega-3, ômega-6) como aceleradores de metabolismo. São encontrados nos óleos de peixes e nas nozes. Eles ajudam a aumentar a queima calórica, diminuem o depósito de gordura e ainda aumentam o HDL, ou o chamado “colesterol bom”.

quinta-feira, 18 de março de 2010

TÊNIS TÊNIS TÊNIS TÊNIS TÊNIS....

Selecionei alguns modelos para quem é um apaixonado por tênis, como eu, ou para quem apenas quer uma dica para fazer uma boa compra.



Este é um Nike LunarElite+, lançamento da Nike para 2010. Pode ser usado por pessoas com pisada neutra até pronada leve, pois possui um sistema que se adapta instantaneamente à sua pisada no solo. Ele é feito de uma malha ventilada, sem costura, o que promete um conforto maior.





O lançamento da Mizuno é o Wave Creation 11, que é 40 gramas mais leve que sua última versão. A tecnologia usada promete minimizar possíveis contusões e aliviar o stress nas articulações. Indicado para corredores com pisada neutra e supinada, possui um forro interno antiderrapante e áreas de sustentação do calcanhar até o bico. O modelo feminino tem uma placa na entressola, localizada na região do arco dos pés, pois as mulheres possuem maior sensibilidade nessa localidade e esse diferencial faz com que elas tenham uma melhor sustentação para evitar grandes impactos nas pisadas.





A Adidas lançou para 2010 o Star, o Bump e o Shilooh. Na minha opinião, o melhor e o mais bonito deles, que está na foto, é o Bump. Ele tem o cabedal em couro sintético, que dá mais leveza, durabilidade e respirabilidade . Sua entressola é feita de E.V.A. injetado para maior absorção de impactos, e também tem com entressola interna na parte da frente do pé.





E esta é a décima sexta versão da série GEL-Kayano da Asics. Como novidade para 2010, está o uso do design assimétrico de amarração para aumentar o conforto, e uma nova plataforma de entressola que oferece a sensação de rodagem. Seu berço dinâmico do antepé promete oferecer estabilidade específica para os pronadores.

domingo, 14 de março de 2010

CAMINHADA PARA HIPERTENSO



A recomendação americana para hipertensos é fazer exercício físico por pelo menos 30 minutos, de 3 a 5 vezes por semana para reduzir a pressão arterial máxima. E agora mais um estudo vem confirmar esta teoria.
Uma tese de mestrado da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto comprovou que a caminhada reduz a pressão arterial na primeira hora de exercício, e essa queda se mantém nas 24 horas subseqüentes. A redução é mais expressiva naqueles com pressão arterial elevada e menor naqueles com pressão arterial normal.
Foram avaliados mil voluntários, entre 60 e 75 anos de idade, que realizavam uma sessão de 40 minutos de caminhada em pista, seguida de 40 minutos de descanso. Na média, a pressão aferida logo após uma única sessão do exercício passou de 13 por 9 para 11 por 8. Uma ótima notícia para os 29 milhões de hipertensos no Brasil.
Conclusão: uma simples caminhada, que pode ser feita em qualquer lugar, pode reduzir gradativamente o uso de remédios em hipertensos leves, pode ser usada como tratamento coadjuvante nos casos graves, e pode ainda ser usada como prevenção nos normotensos.
Caminhar é fácil, barato, prazeroso, melhora a qualidade de vida e ainda reduz a pressão arterial. Bom, né?!

sexta-feira, 12 de março de 2010

CORRER DESCALÇO OU DE TÊNIS


No Jornal O Globo de 31 de janeiro de 2010, saiu uma matéria sobre uma pesquisa de Harvard que colocou todo mundo pra questionar o valor dos tênis. Esta discussão não é nova, a questão tênis X pé descalço é antiga e já rendeu vários estudos.
O estudo mais novo sobre isto, citado pela matéria do jornal, foi realizado por Daniel E. Lieberman, um professor do departamento de biologia da evolução humana de Harvard, que estudou atletas dos EUA e do Quênia.
O trabalho conclui que as pessoas que correm descalças pisam primeiro com a parte da frente ou central do pé, o que requer mais força na panturrilha e nos músculos do pé, mas gera uma pisada com menos impacto. Corredores que usam tênis, por sua vez, têm a tendência a pisar primeiro com o calcanhar no chão, aumentando o impacto nas articulações e por conseqüência, o risco de lesão.
Nos Estados unidos, este estudo só veio reforçar o reboliço sobre correr descalço que o livro “Born to run” começou a causar no ano passado. Este livro foi escrito por um jornalista, Christopher McDougall, e é um apanhado de estudos e histórias de corredores, que assim como ele, resolveram correr sem tênis, depois de ter várias lesões. Segundo um trabalho citado por ele no livro, os tênis elevam o calcanhar, alterando a pisada e enfraquecendo os tendões e ligamentos, tornando-os mais suscetíveis a lesões. Esta seria a causa de pelo menos um em cada três corredores sofrer anualmente lesões nos pés.
As críticas indicam que o estudo de Harvard é interessante, mas não é conclusivo. O próprio Daniel Lieberman concorda que correr descalço não é para qualquer um.
Mesmo assim, por causa da polêmica, a “indústria do tênis”, desesperada, já lançou alguns modelos que reproduzem a pisada frontal (como no pé descalço). São modelos esquisitos, mas que estão na “moda” nos EUA.
Enquanto esta discussão continua, ainda acho uma boa correr de tênis, mas cuidado com os modelos exagerados, com solados muito altos e cheios de “tecnologia”. Use-os apenas para passear, malhar na musculação. Para correr mesmo, nada melhor do que os simples. E, para quem quer tentar correr descalço, não se esqueça de pelo menos fazer a transição.

quinta-feira, 11 de março de 2010

MUSCULAÇÃO TAMBÉM EMAGRECE


A gente sempre ouve a famosa frase: “quem quer emagrecer tem que fazer exercício aeróbico, e não musculação!” Mas, será que é assim mesmo?
O exercício aeróbico é sempre o mais lembrado quando se quer emagrecer porque ele mobiliza a gordura durante a sua execução. Ou seja, após cerca de 30min de treino, a gordura começa a ser utilizada como fonte de energia. E isto faz a gente acreditar que é o único tipo de exercício que emagrece.
Mas não é bem assim. Emagrecer significa ter um balanço energético negativo. Ou seja, gastar mais do que consome. Para isto, o melhor é diminuir a quantidade de calorias ingeridas por dia (com uma dieta balanceada) e aumentar o gasto calórico fazendo alguma atividade física. Esta atividade pode ser qualquer uma que você goste.
O exercício anaeróbio (musculação) não “queima gordura” durante a sua execução, mas ele gasta o glicogênio armazenado nos músculos para obter energia. Após o exercício, este glicogênio é reposto utilizando o carboidrato que foi ingerido. Assim, o nosso organismo continua consumindo caloria, mesmo após o término do exercício.
Além disto, a musculação, por aumentar a musculatura, aumenta o metabolismo basal (quantidade de caloria que nosso corpo utiliza em repouso para o funcionamento dos órgãos). Quanto maior o músculo, mais ele utiliza caloria para sobreviver.
Então, a musculação ajuda sim a emagrecer. O ideal é combinar os dois tipos de exercício: o aeróbico e o anaeróbico. Assim, a balança energética fica mais negativa e você aproveita as vantagens de cada treino: melhora a condição cardiovascular e aumenta a força e coordenação. Quer mais?

ALIMENTOS RECOMENDADOS PARA O VERÃO


O Globo Repórter do dia 19/02/2010 divulgou uma lista dos alimentos mais recomendados para serem ingeridos no calor, feita pelos maiores centros de nutrição do País.
Os alimentos são:
Primeiro lugar: água de coco, que repõe sódio, potássio e magnésio perdidos no suor. Contém quase nada de gordura, pouca caloria, faz bem pro coração e pros músculos, evitando câimbras. Para quem malha, pode ser usada como isotônico natural, ingerida após a atividade física.
Segundo lugar: peixe, de fácil digestão.
Terceiro lugar: melancia, que contém muita água e carboidrato para dar energia.
Quarto lugar: alface (ótima pra quem quer emagrecer).
Quinto lugar: laranja e tomate. De preferência, chupar a laranja e comer o bagaço (além de vitaminas e minerais, ajuda no funcionamento do intestino).
Sexto lugar: iogurte (fonte de cálcio), feijão (que pode ser o feijão fradinho numa salada) e arroz.
O mesmo programa, que abordou o tema alimentação saudável, também falou sobre a tal “ração humana”. Trata-se de uma mistura de 13 ingredientes:
500g de soja em pó
500g de farelo de trigo
500g de farelo de aveia
100g de gergelim
100g de linhaça dourada
100g de guaraná em pó
100g de levedo de cerveja
100g de gérmen de trigo
100g de açúcar mascavo
100g de gelatina sem sabor
100g de quinua
100g de cacau em pó
100g de farinha de maracujá
Segundos especialistas, para quem tem uma dieta saudável, 3 colheres de sopa da “ração” num copo de suco ou de leite no café da manhã já são suficientes para enriquecer a dieta. Mas, deve-se tomar cuidado para não exagerar na quantidade e a mistura também não é indicada para quem tem diabetes e hipertensão. Na gravidez também não é recomendada.

EXERCÍCIO FÍSICO E O MAL DE ALZHEIMER





O mal de Alzheimer, doença degenerativa do cérebro, é a causa mais comum de demência entre os idosos. O tratamento é feito utilizando medicamentos que retardam sua evolução.
Estudos sobre os benefícios da prática de exercícios físicos para os portadores desta doença relatam uma melhora na qualidade de vida, atenuando os efeitos prejudiciais da doença e retardando o declínio funcional.
E para os que (AINDA) não são portadores do mal de Alzheimer, a boa notícia é que o exercício físico também atrasa o início da doença.
Tudo isto porque o exercício inibe as mudanças cerebrais causadas pela doença de Alzheimer, aumenta a capacidade de aprendizagem e também aumenta a circulação sanguínea cerebral.
Se quiser saber mais, acesse o site www.centrodeestudos.org.br e leia o artigo “O exercício e a doença de Alzheimer”.

CUIDADO COM O EXCESSO DE TV


A obesidade não é o único efeito negativo que o excesso de tv pode causar, afirmou um estudo recente, publicado dia 02 de nov de 2009 no American College of Sports Medicine.
Seus pesquisadores, Niko Paalanne e Tuija Tammelin, da Finlândia, estudaram mais de 870 jovens de 19 anos de idade. Foram usados rotação e flexão do tronco, a força de pressão e a altura do salto para medir suas aptidões musculares.
Metade dos jovens estudados assistiam tv mais que 2 horas por dia, dando um somatório de 15 horas por semana, e obtiveram os piores resultados nos testes.
Outro alerta que o estudo faz é que os telespectadores mais fervorosos obtiveram péssimos resultados, independentemente do seu nível de atividade física.